quarta-feira, 2 de março de 2011

Muito pouco

Ele acha que me oferece muito, mas na verdade, o muito dele é pouco para mim, muito pouco. Talvez eu seja mesmo sonhadora demais, já cansaram de me dizer que essas coisas só em livros e novelas, mas talvez não. Acho mesmo que não estou pedindo muito. Esse mundo anda sem delicadeza. Com sorte, quem sabe eu encontro e seja feliz. Também pode ser que eles estejam certos e eu nunca encontre, mas aí vou preferir ficar assim do jeito que estou agora, afastada, observando o mundo...prefiro assim do que me contentar com tão pouco que ele acha muito.




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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Das que nunca enviei

Das cartas que nunca enviei essa é a que mais me dói. Não pelo conteúdo, mas pela situação. Pior do que ter certeza de que tudo vai dar errado, é não ter certeza de nada. Pior do que acertar alguém, é atirar no escuro. Não sei o que você quer, do que gosta, com quem anda, para onde vai...simplesmente não sei. E nesse jogo de cegos, me jogo sem nem saber o que receberei em troca. É meio egoísta demais, mas na boa, deveria existir uma lei universal que proibísse a gente gostar de quem não gosta da gente. Deveria ser lei federal: não amar quem é de outro alguém. Seria, um pouco, mais feliz agora.

sábado, 9 de outubro de 2010

Apresentando: Rafael Medrado

Loiro, cabelos cacheados e sorriso doce. Embora pareça, não estou falando de um anjo e, sim, de um 'cafajeste'. O nome dele é Rafael Medrado, 24 anos. Apesar de ter se formado em publicidade, a arte falou mais alto na vida desse soteropolitano. Esbanjando simpatia e visivelmente brincalhão com tudo e todos, Rafa é modesto: "É complicado dizer que sou super engraçado e divertido, mas desde a minha alfabetização, eu lembro que me perguntaram o que eu queria ser e eu disse: 'palhaço'". Sem nenhuma timidez, como ele mesmo diz "antes de eu ser sacaneado por alguém, eu mesmo me sacaneava e perdia a vergonha de mim mesmo", Rafa começou a atuar há seis anos. Mas o ápice da carreira foi mesmo quando surgiu o convite para integrar o elenco da remontagem de Os Cafajestes há um ano. "O Guerreiro (diretor) me viu fazendo stand-up comedy e me chamou para fazer o teste", explica Rafa que completa: "pior momento é esperar o resultado, o coração fica no ponto, mas eu e Timbó fomos os primeiros selecionados". Na peça, Rafa é Estevão, um machista ferrenho. Mas na vida real, ele faz questão de dizer o quanto é diferente da sua personagem: "A realidade dele é totalmente diferente da minha, eu não tenho nada de machista. Fui criado fazendo minha cama, lavando prato, banheiro", conta. Mas não foi fácil, viver de teatro na Bahia ainda é muito difícil. "Tenho vários amigos que desistiram, o teatro vai virar um episódio para contar para os filhos deles lá na frente", afirma ele que além de Os Cafajestes, está em cartaz na sala do coro do Teatro Castro Alves com a peça infanto-juvenil As Aventuras do Maluco Beleza. "Necessito de uma disciplina muito maior, vejo quais são os sacrifícios que eu preciso fazer", conta Rafa sobre a rotina puxada de atuar em duas peças ao mesmo tempo. "Meu final de semana é dedicado ao trabalho, enquanto as pessoas se divertem, o ator trabalha", afirma ele que é fã de Marco Nanini. Quando o assunto é fã, Rafa confessa que o assédio cresceu muito desde a estréia dos Cafajestes. "Sempre tive o pé no chão", diz ele. Mas tratem de ir com calma garotas, pois Rafa garante: "Minha namorada é muito ciumenta, mas ela entende que é o trabalho".

sábado, 4 de setembro de 2010

O tímido agroboy

Eram 20h30 e eu sai correndo do trabalho porque tinha marcado de encontrar com ele no MSN às 21h...mas quem disse? Jornalista nunca tem horário e parece que justo no dia marcado tudo conspirou contra, mas consegui chegar, atrasada, e ele me recebeu super bem. Fiquei bem nervosa, confesso, mas aos poucos, ele me deixou muito à vontade. E o resultado desse meu bate papo com o músico Flávio Landau, vocês conferem abaixo:

Ele é mesmo bonitinho, cheirosinho e coisa e tal, como se auto-intitula na canção Ela Pegou no Meu Landau. Flávio Roberto Oliveira, ou simplesmente, Landau, 32 anos, é menino do interior. Nascido em Alfenas, sul de Minas Gerais, tem até hoje o sotaque e a simplicidade de um interiorano. "Sou tímido mesmo, apesar da estampa e pose de roqueiro", conta o músico que além de cantar, toca seis instrumentos. E o jeitinho tímido encanta ainda mais, até porque Landau faz questão de ressaltar que é extrovertido com os amigos e com a banda, "mas quando fala de romance, ai fudeu", diz, aos risos. O irmão mais novo de Rogério Flausino, 38, e Wilson Sideral, 35, que inclusive já brincou com o fato em uma música chamada Não Sou Irmão de Ninguém, afirma que hoje em dia já conseguiu se firmar na carreira, até mesmo porque seu estilo é completamente diferente dos irmãos, mas confessa que no começo foi difícil: "Há exatos 12 anos, atrapalhou um pouco sim. O mais difícil era que pensavam que meu irmão era meu empresário, aí eu tentava negociar algo com alguma rádio e sempre cobravam mais caro. Isso me deixava realmente puto", conta Landau que escolheu o nome artístico inspirado em uma namorada que tinha o carro. Landau começou tocando bateria em uma banda gospel, até que em 97 começou a compor. "Pelo fato de escrever coisas muito pessoais não encontrava ninguém pra cantar o que eu escrevia, ai me arrisquei", diz o músico que, na verdade, tinha o sonho de ser jogador de basquete. "Fui jogador dos 11 aos 17 anos, mas devido a uma dupla fratura na clavícula tive que interromper a carreira esportiva", conta. Para nossa sorte, Landau tinha a música na veia, pois veio de uma família musical, seu avô, tios, irmãos...e atualmente está na estrada com o seu mais recente trabalho intitulado Minha Vida Não Tem Freio. Hoje, Landau, que também é produtor, é conhecido com um dos maiores nomes do agrocore, já compôs 50 músicas, chega a fazer 80 shows por ano e planeja um novo DVD para o ano que vem. Mas se engana quem pensa que o músico já fez tudo que desejava, o sonho dele é dividir o palco com Karol Sun. “Para mim, uma das maiores vozes da música brasileira", afirma o músico que está solteiro. Quando o assunto é assédio das fãs, ele tenta enganar: "Ah, eu já estou velho e cansado. Não tem assédio para artista que nem eu, nem famoso eu sou". Tá bom então! Uma dica as interessadas: Landau diz que gosta de tudo em uma mulher.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O versátil Fechine

Se você já dançou ou ao menos ouviu esses versos: “Passa negão/ Passa loirinha/ Quero ver você passar/ Por debaixo da cordinha...”, você, com certeza, conhece Renato Fechine Pimentel, 43 anos. Duvida? Fechine compôs dez músicas para o grupo É o Tchan, que estourou no país nos anos 90 e vendeu 15 milhões de discos. “Ganhei muito dinheiro na época, fiz minha vida com o Tchan”, conta ele, que compôs, além da Dança da Cordinha, sucessos como A Nova Loira do Tchan, Lamba Tchan, Rasta Chinelo e Tempero do Amor.
Paraibano de Campina Grande e radicado em Salvador desde 1981, Fechine iniciou a carreira aos 12 anos tocando guitarra. “Veja você, comecei sendo guitarrista e virei palhaço”, afirma o artista, que mora em uma bela casa de dois andares em Ipitanga, no município de Lauro de Freitas.

PIORZINHO Além das composições para o É o Tchan, Fechine escreveu também para o Asa de Águia - Prometo te Esperar (1996) e Da Cama Pro Computador (1997) - e fez Coração de Timbaleiro (1998) para a Eva, quando a banda ainda era liderado por Ivete Sangalo. Renato Fechine, que além de compositor também é cantor, humorista e mais recentemente ator (na peça Os Cafajestes), subiu em um trio elétrico pela primeira vez com a banda Salamandras, quando tinha 13 anos. Depois, dividiu o palco com os primeiros artistas da axé music. Entre eles, Sarajane, Ricardo Chaves e Luiz Caldas.
Apesar dos hits na cena axé music, Fechine, curiosamente, se firmou cantando forró e tem dez discos gravados. O último, Amigos do Forró (2008), contou com participação especial de artistas como Ivete Sangalo, Durval Lelys e Flávio José. “O piorzinho sou eu”, brinca. “Na música é complicado, poucos artistas conseguem um lugar ao sol, portanto, eu tive que diversificar”, conta. A música gravada por ele que teve maior repercussão foi Bebe Negão, do álbum Folia e Fuleragem (2003).

FAMÍLIA Fechine está sempre fazendo chacota de tudo e todos. Durante a entrevista, não parou de fazer piada: “Sempre fui assim e minha filha caçula está seguindo os mesmos passos”. O artista tem duas filhas. A mais velha, Amanda, 24 anos, é advogada. A caçula, Renata, está com 8 anos. “Só fiz o que eu gosto: mulher”, diz o humorista, que atualmente está em cartaz de sexta a domingo no Teatro Módulo com a remontagem do musical Os Cafajestes, dirigido por Fernando Guerreiro com texto de Aninha Franco.
Ele interpreta Onório, um advogado que constantemente é traído por suas mulheres, e desde novembro divide o palco com os atores Rafael Medrado, 23 anos, e Daniel Rabelo, 29; e com o músico Marcelo Timbó, 33.

TEATRO O convite partiu de Guerreiro e Fechine aceitou na hora: “Eu já o conhecia e há algum tempo a gente namorava a ideia, mas não existia um texto. Até que ele resolveu remontar os Cafajestes. Passei o texto de um dia para o outro e ganhei o papel”. O artista garante que fazer teatro é muito mais difícil do que cantar. “No show, apesar de ter mais gente, todo mundo está bêbado, produção bêbada, artista bêbado, público também... No teatro não, as pessoas ficam quietas prestando atenção no que você está dizendo”, explica Fechine, que confessa ter se apaixonado pelo teatro devido a sua organização. O mais difícil para Fechine foram os ensaios. “Hoje, não ensaiamos mais, mas no começo era difícil, os caras todos novos, no corpo ideal e o gordinho aqui sofria para acompanhar”, diz, aos risos. Quando Fechine volta a falar sobre suas composições, passa um avião e ele brinca: “Olha meu motorista chegando, vai pousar daqui a pouco”. O humorista admite que não sabe precisar quantas músicas escreveu durante todos esses anos, mas sua preferida é Se Der, parceria com o forrozeiro Flávio José. “Não tenho método para compor, mas uma coisa eu digo, pior coisa é fazer música bêbado, só sai besteira”, diz. Com esse jeitão, é natural que ele, apesar de estar solteiro, se define afetivamente como um “enrolado com todas o tempo inteiro”.

SALVADOR O paraibano gordinho, que gosta de andar de moto, a cavalo e pescar, afirma que não pretende se mudar da cidade que adotou há 29anos, apesar de não estar satisfeito com a atual situação
de Salvador: “Infelizmente, de uns tempos para cá, ando preocupado com o descaso das autoridades baianas com relação ao trânsito e à violência”. No cenário musical, Renato Fechine acredita que a música baiana precisa de uma renovação. “São sempre os mesmos porque música é caro, então, os novos artistas não conseguem competir com os nomes já consagrados”, diz. E aproveita para atacar a pirataria: “Antes, eu vivia de música sendo compositor. Hoje em dia, quem não canta morre de fome, pois o que dá dinheiro é fazer show”.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Um Jota Quest Maduro

Quando a matéria dá prazer de ser feita, vem até pro blog, mesmo com um certo atrasado...

Por Camila Botto

Quem ouve a voz simpática de garoto do interior e não tem maiores referências pode duvidar de que Rogério Flausino, 38 anos,é vocalista de uma das maiores bandas de pop rock do país. Na estrada há 14 anos, com oito CDs e cinco DVDs lançados, o Jota Quest já vendeu cerca de quatro milhões de cópias e se apresenta hoje em Salvador, no Monange Dream Fashion Tour, no Cais Dourado, às 23h30.
No ano passado, as músicas do grupo alcançaram a marca de 500 mil downloads e os videoclipes disponíveis no YouTube foram assistidos sete milhões de vezes. “Sou um dos integrantes da banda, não sou a banda. Como vocalista, cabe a mim representar o grupo e ser um cara simpático”, diz Rogério, por telefone.
E se a intenção do mineiro, nascido em Alfenas, é ser simpático, ele consegue. Com humildade e sorrindo, o músico garante que continua sendo a mesma pessoa que sempre foi: “Continuo correndo atrás do meu sonho, embora eu viva ele 24 horas por dia”.

CRÍTICA MUSICAL - Rogério começa a lembrar da fase mais difícil da carreira quando, de repente, para de falar: “Desculpa, acabei de tirar foto com uma fã aqui”. Repito a pergunta e ele continua...“Foi bom, aprendemos a jogar o jogo. Sempre fomos muito independentes e não tínhamos experiência. A crítica musical é muito importante, a arte não deve ser controlada, mas lapidada”, conta sobre o forte julgamento que sofreu em 2000, após o lançamento de Oxigênio, considerado o pior disco do Jota. Sobre o último trabalho de inéditas, lançado pela Sony Music em setembro de 2008, Rogério afirma que o LaPlata é um disco mais maduro. “Por motivos óbvios, estamos mais velhos. Então, o La Plata é um trabalho mais ousado e diferente do que vínhamos fazendo há anos”.
O primeiro single do CD foi a música que dá nome ao álbum. Depois, foram trabalhadas as faixas Vem Andar Comigo, Seis e Trinta e, mais recentemente, a balada Único Olhar. “Não deixamos de tocar os
grandes sucessos, por isso costumo dizer que somos o que sempre fomos e mais um pouco”, explica Rogério, que comemora o fato de Vem Andar Comigo, composta por ele, ter entrado na lista do Ecad das dez músicas mais tocadas de 2009.



DISCO EM ESPANHOL - Rogério, Marco Túlio (guitarra), PJ (baixo), Márcio Buzelin (teclado) e Paulinho Fonseca (bateria) se preparam para lançar em agosto o primeiro disco em espanhol do Jota. Segundo o cantor, a ideia de gravar o álbum surgiu em 2003 durante as gravações do projeto MTV Ao Vivo. Mas os fãs não precisam ficar tristes, pois um disco de inéditas será lançado no primeiro semestre de 2011 para comemorar os 15 anos de carreira da banda. Além do CD, o público pode esperar um novo DVD. “Recebemos uma proposta de fazer algo bem bacana no Festival de Verão de Salvador”, conta, sem maiores detalhes.



BAHIA - O Jota Quest volta à Bahia, hoje, em um projeto diferente: o Monange Dream Fashion Tour, que une moda e música pop. O desfile, apresentado por Xuxa Meneguel, reunirá mais de 20 top models - entre elas, Fernanda Tavares, Daniella Sarahyba, Raica Oliveira e Ana Claudia Michells -, que exibirão todo o glamour presente nas passarelas internacionais.
Ao todo, o evento passará por 11 cidades brasileiras. Depois de Salvador, a equipe segue para Belo Horizonte, Campinas, Vitória, SãoPaulo e Recife. “Acho que escolheram o Jota por ser uma banda dançante e muito popular”, afirma o cantor, que preparou um repertório especial para a festa. Além de cinco músicas do álbum La Plata, o Jota Quest apresenta seus sucessos dançantes.
Quando o assunto é o público baiano, Rogério Flausino não poupa elogios para a galera de Salvador. “Já cantamos em cima de trio elétrico com grandes amigos da axé music, além do Festival de Verão, que é um mega evento. O baiano é animado, sabe fazer festa”, declara.

[Matéria publicada no jornal Correio* no dia 15 de maio]

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Manual

A vida poderia ser mais fácil ou eu poderia ser mais simples? Mais uma noite de insônia, pensamentos a mil rolam por aqui...enquanto isso, você dorme o sono dos anjos. Não sei exatamente em que ponto te perdi (ou talvez tenha me perdido). Não sei especificar em que esquina ficou meu coração (ou o que sobrou dele). Já apanhei muito da vida, levantei todas as vezes e dessa vez, pensei que fosse ser a mesma coisa. Mas não foi, não é, não está sendo...também quem disse que a vida tem fórmulas? Se fosse assim, eu, você, todos viríamos com um manual de instruções. E eu por ser muito racional, seguiria direitinho o seu manual. O meu? Só se tivesse umas 300 páginas porque nem eu mesma me conheço.