terça-feira, 13 de outubro de 2009

Escuro

Sabe quando você tem mil coisas, mas não tem exatamente aquela que você gostaria de ter? É, mais ou menos assim. E porque a vida insiste em ser teimosa desse jeito? A gente batalha tanto por alguma coisa, algo, alguém e tudo acaba tão rápido, ou vai embora e nem sentimos, ou acaba indo aos poucos e mesmo assim você termina por não fazer nada. Tenho trabalho (até demais), tenho estudos (que tenho deixado de lado devido ao trabalho), tenho amigos (ando devendo atenção), tenho saúde, paz, tudo...mas me falta tempo. Aquele simples tempo de olhar para o lado e achar algo bonito ou interessante. Falta tempo para sorrir, para conversar, para amar e ser amada. Só não me falta tempo para chorar porque para isso, eu sempre arrumo tempo, é incrível.

domingo, 13 de setembro de 2009

Os prodígios da nova MPB

Quando estava pensando no tema para escrever esse artigo, me surgiram várias ideias na cabeça, mas terminei no que mais gosto: música. Música popular brasileira. Como tenho apenas 19 anos, tenho mais propriedade para falar da chamada nova MPB que surgiu no início dos anos 90. O cantor e compositor Zeca Baleiro é considerado pela mídia um dos integrantes desse grupo da nova MPB, embora ele não goste do título. Em entrevista dada a revista Istoé Gente no dia 16 de setembro de 2002, o cantor maranhense declarou que a nova MPB é apenas um rótulo que pode ser comparado a uma camisa-de-força, no entanto, elogiou a nova geração de artistas. O primeiro disco da carreira de Baleiro surgiu no ano de 1997 – com o título de "Por Onde Andará Stephen Fry?" – vendeu mais de 100 mil cópias ganhando CD de ouro. Sem dúvidas, uma de suas melhores obras. Músicas como "Bandeira" e "Flor da Pele" são tocadas e cantadas por todos os cantos do Brasil até os dias de hoje, quem não se lembra desses versos: "Nada tenho / Vez em quando tudo / Tudo quero / Mais ou menos quanto / Vida, vida, noves fora zero / Quero viver / Quero ouvir / Quero ver".
Em uma crítica para o site CliqueMusic, o jornalista Carlos Calado comentou que a desgastada MPB pode ser revigorada e soar mais contemporânea ao receber inserções eletrônicas. Lenine, Zélia Duncan e Chico César já pertenciam a MPB e renovaram suas músicas nos anos 90, inserindo elementos eletrônicos como bateria eletrônica, piano elétrico e baixo eletrônico dando as músicas uma pegada mais pop. Cantores como Marisa Monte, Adriana Calcanhotto, Maria Rita, Wilson Simoninha, Ana Carolina, Jorge Vercillo e Pedro Mariano fazem parte dessa nova geração. E eles tem nos presenteado com boas músicas. Essa nova geração é a verdadeira junção do que há de melhor na música popular brasileira com os experimentalismos do século XXI. Nesse grupo dos cantores que citei estão os dois filhos da cantora Elis Regina, Maria Rita e Pedro Mariano. O jornalista Daniel Piza escreveu um artigo em seu blog sobre os chamados “filhos da MPB”, ou seja, filhos de grandes cantores que seguiram a carreira dos pais. O primeiro disco de Maria Rita intitulado com seu nome, lançado em setembro de 2003, vendeu mais de 1 milhão de cópias em todo o mundo. O primeiro DVD, que traz o mesmo título e foi para as lojas na primeira semana de novembro do mesmo ano, chegou à marca de 180 mil cópias. Ambos foram lançados em mais de 30 países e no ano de 2004, ela ganhou três prêmios Grammy Latino, considerado o maior prêmio da música latina. Mas não sei exatamente o porquê, olho para ela e vejo Elis – ela odeia a comparação e sempre nega – mas é perceptível. Gosto mais da voz suave e da presença de Pedro Mariano, também filho de Elis. Ele me convence mais como cantor, não tirando os méritos de Maria Rita, que sem dúvidas, é uma grande voz. Pedro é o primeiro filho de Elis Regina com César Camargo Mariano, também músico. Ele subiu no palco pela primeira vez com apenas 12 anos em um festival de música e seu primeiro CD intitulado com seu nome, foi lançado em 1997. O CD traz faixas como "Nau" e uma nova versão de "Pro dia nascer feliz" do cantor Cazuza. Em 2000, aos 25 anos, Pedro Mariano lançou o disco "Voz no Ouvido" pela gravadora "TRAMA". O CD recebeu a indicação ao Grammy Latino do ano de 2001, na categoria "Melhor Disco Pop Contemporâneo Brasileiro" e conquistou o disco de ouro por 100 mil cópias vendidas. Apesar de não ter a mesma visibilidade que sua irmã, Pedro Mariano conquistou o público e já assinou seu nome entre os melhores da nova geração da MPB.
O mercado promissor de novos músicos da MPB é tão grande quanto o sucesso que eles fazem no exterior. Alguns começaram sua carreira muito cedo, ou seja, ainda nos anos 80, e trouxeram bagagem cultural para seus repertórios. Patrícia Max, Jair de Oliveira, Wilson Simoninha e Max de Castro são alguns dos artistas de grande prestígio internacional e foram elogiados no ano de 2006 pela revista semanal Time Out do Reino Unido. Manchester, Londres, Nova York e Miami são alguns dos lugares que essa nova safra da MPB tem espaço garantido.
No Brasil, vivemos em um tempo que as músicas mais acessíveis ao público são as de fácil assimilação e que tem os chamados refrões chicletes, portanto não são muitas rádios no país que executam a nova MPB em sua programação. Muitos artistas para produzirem seus CDs em uma gravadora de grande porte, que são as que podem pagar as rádios o que pedem, muitas vezes alteram seu estilo de trabalho para se enquadrarem no mercado da indústria cultural. Os que não o fazem, são considerados alternativos. Muitos devem perguntar: afinal será uma nova geração de músicos ou uma inovação completa da MPB? De qualquer forma, se há mediocridade fazendo sucesso, isso não significa que não haja necessidade de muito estudo e trabalho para se profissionalizar. Não acredito que teremos novos Caetanos, Bethânias e nem Djavans, tão pouco acho que isso seja uma pretensão dos novatos, mas acredito – e muito – em boas e novas surpresas na música popular brasileira. Fiquem de olho nas cantoras Vanessa da Mata e Roberta Sá!

domingo, 16 de agosto de 2009

Esboço de Amor

Eu sei. Já te disse repetidas vezes que te amo. Sempre com muita excitação e sem qualquer tipo de restrição. Sou impulsivo mesmo e não hesito. Às vezes, eu cobro carinho de você e até brado por causo disso, mas jamais tive a intenção de magoá-la. Sei que já o fiz pelo fato de duvidar de te. Só que eu tenho certeza do amor que sentes por mim. E mesmo que eu berre, nada vai mudar entre nós. Somos um casal prematuro. Falta um mês para completarmos um ano de namoro e há tempos planejamos nosso futuro juntos. É como uma criança aprendendo a andar, mas nossa relação já pedala numa bike sem rodinhas. E a gente como "pai" e "mãe" desse relacionamento, chora de orgulho ao ver o quanto nossa "criança" progrediu. Ainda dormimos com a certeza de que esse "bebê" vai longe. Bem, aqui estamos, sob o olhar de algo grandioso. Sei que vamos dar certo.
Ps. Você já sabe!
Hailton Andrade

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Os melhores textos

Sempre tive uma facilidade absurda de escrever textos bons e melancólicos quando nada ia bem, ou ao menos, quando nada parecia estar bem. Nunca fui dada a grandes destemperos e devaneios, mas também nunca fui muito equilibrada. Acho que minha dificuldade para escrever grandes textos no momento venha de três fatores principais: a minha falta de tempo, os textos objetivos e duros que tenho escrito diariamente para o jornal e também essa alegria toda dentro de mim. Como eu disse, os melhores textos vêm nos piores momentos, pelo menos comigo sempre foi dessa maneira. Nessas minhas reportagens diárias, tenho ido a lugares que nunca pensei em pisar, também tenho me deparado com histórias que dão um filme (mas que ninguém liga) e tenho me dado conta do quanto sempre fui feliz e não percebi ou simplesmente não dei valor. Uns problemas aqui, outras coisas por consertar mais adiante, mas nada que se compare as vítimas da violência nas ruas da cidade...todos os dias.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Fechada

Os anos gastaram meus sapatos. Me livrei de alguns pesos, perdoei meus erros, desfiz minhas malas, dei adeus a grandes amigos e grandes amores. Eu achei que a companhia estava ao lado, mas ela está em mim. Eu sempre vou me acompanhar, do dia que nasci ao dia que eu morrer. Tenho um mundo à parte, nele, vivo eu e meus pensamentos - aqueles que ninguém nem sonha em saber. Meu mundo tem cores diferentes, tem sensações e emoções jamais vistas. E o melhor (ou pior) é que gosto de tudo isso. Tenho a sensação de que vagarei por essa vida com umas companhias aqui e ali, mas sempre estarei sozinha - dentro de mim, estou só comigo mesma e fechada para balanço, por tempo indeterminado.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Jogo Perdido

Ela o amava. Ele dizia que ela o tinha nas mãos. Ela até gostava de ouvir uns elogios por aqui e ali, mas não suportava a responsabilidade de ser o mundo do outro. Ela o amava muito, mas não projetava todas as expectativas nele, era arriscado e a vida já tinha mostrado isso. Ele era doce e calmo. Ela séria e dura. Eram completos opostos, não se distraíam, se gostavam, de fato e direito. Ele tinha sonhos e planos melados em romantismo. Ela achava aquilo lindo, embora o romantismo dela seja bem mais comedido. Ela achava graça do jeito dele, de estar com ele. Ele se identificava com o sorriso dela. Na hora dos ciúmes, ele ditava as regras. Ela não aceitava, nunca foi de acatar ordens de homem algum. Ele seguia tentando entende-la. Ela já sabia que era um jogo perdido. Apenas ela se percebia.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Castelo de Vidro

Todos me criticam. Ele me culpa, mesmo sem perceber. Até seu olhar me condena. Eu sei que tenho mil defeitos - nunca neguei. Aprendi a conviver com eles (naturalmente), mas sei que ninguém é obrigado a aprender. Nos últimos tempos, ando mais calada do que de costume. Talvez por não ter nada a acrescentar ou talvez por pura falta de vontade. Não tenho mais tempo para as coisas que mais amava. Não tenho tempo para sentar e jogar todas as minhas angústias com ela, só ela me entende. Não tenho mais tempo de comer a melhor quiabada do mundo feita pela mamãe. Não tenho mais tempo de perceber que meus amigos precisam de mim. Não tenho mais tempo para me ver dentro dos olhos dele. Não tenho mais tempo nem de sentir falta de tudo que deixei para trás, ou de lado. Talvez, lá na frente, eu veja que a vida pode (e sem dúvida) é muito mais complicada do que o meu castelo. Mas, perdão pelo egoísmo, ele está precisando de uma reforma geral e urgente. Vamos todos cuidar dos nossos castelos, não vamos apenas apontar para o dos outros.